DOS SONHOS E SEUS EFEITOS COLATERAIS

DOS SONHOS E SEUS EFEITOS COLATERAIS

 

Dos Sonhos e seus Efeitos Colaterais - Felipe Longhi Malheiro

maisQnada/2010 – Viagem/aventura/autoconhecimento/futebol/surf – 16 x 14 – 184p

ISBN: 978-85-61797-11-9

R$ 30,00

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Dos sonhos pelo editor Rafael Martins Trombetta

Livro de estréia do escritor Felipe Longhi Malheiro, onde este narra sua epopéia a Nova Zelândia como jogador de futebol.

Neste livro será descortinado, melhor, será desvelado ao leitor o que desde toda a criação é o significado das palavras travessia, viagem, autoconhecimento e realização pessoal.  Resguardadas as devidas proporções, assim como Homero na Íliada, Abdurrahman al-Baghdádi em “Deleite do estrangeiro em tudo o que é espantoso e maravilhoso”, ou  Pero Vaz Caminha, Hernan Cortes, ou qualquer outro aventureiro que relatou suas viagens, neste livro o leitor irá, se assim o que quiser, aprofundar o entendimento da variabilidade humana e seus contornos, por vezes não tão sutis e complexos, como também apaziguar os temores do desconhecido.

 

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O jornalista, escritor e aventureiro Airton Ortiz foi o primeiro leitor convidado a dialogar sobre esta obra, e assim a descreveu:

“Certa vez disseram a Sócrates que existia alguém que apesar de ter inúmeras viagens, mantinha-se tão ignorante quanto no começo das viagens. Ao que o filósofo respondeu “Nem poderia, pois ele sempre leva a si mesmo consigo”.

Bem, se esse era o caso do tal grego, não foi o caso do Felipe. O advogado gaúcho viajou para a Nova Zelândia levando muito mais do que a si próprio. Desejava conhecer um novo país, queria jogar futebol; mas levava também uma grande curiosidade intelectual. E, por fim, a vontade de se descobrir como ser humano ─ e da forma como Sócrates imaginava que seu conterrâneo deveria agir.

Pois não é que deu certo, e agora podemos dividir com ele o aprendizado. E que aprendizado! “Dos sonhos e seus efeitos colaterais” é o resultado prático da vivência de Felipe no outro lado do mundo. As lições de virtude que ele passa são o ponto alto da narrativa. Elas nos permitem aprender, sem sairmos de casa, com a boa e a má sorte dele. E, quanto pior a sorte do Felipe, melhor a nossa, pois ele soube fazer uma leitura adequada da nova realidade e nos transmitir com precisão seus ensinamentos. Por essa, nem Sócrates esperava.

Bem, dito assim até parece que a realização do Felipe foi algo convencional, que todos que viajam para o exterior acabam voltando enriquecidos com a experiência. Ah, quem dera fosse assim. Mas não é, e desde os tempos de Sócrates, como se pode ver. Por isso temos em mãos um livro especial, que merece ser lido. Um livro, digamos, pós-socrático.”