Riobaldo & Eu: a roça imigrante e o sertão mineiro – José Hildebrando Dacanal
Editorial Soles/2009 – Literatura Brasileira/ensaio – 15 x 23 – 424p
ISBN: 978-85-86361-04-3
R$35,00
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Apresentação
Com mais de 400 páginas, este livro narra, em sua primeira parte, a história de como GRANDE SERTÃO: VEREDAS, o romance do sertanejo João Guimarães Rosa, transformou-se em principal tema do ensaísmo de J. H. Dacanal e sua personagem principal em ícone e ideal do menino que, nascido no mundo primitivo da roça imigrante, mergulhou em profunda crise espiritual e emergiu para elevar-se aos cimos da grande tradição intelectual do Ocidente. Sob este ângulo e ao longo de mais de duzentas páginas RIOBALDO & EU é uma análise histórica da sociedade colonial-imigrante no Rio Grande do Sul e, ao mesmo tempo, a dramática autobiografia do Autor.
Anexos, em outras duzentas páginas, a obra reúne os principais ensaios sobre GRANDE SERTÃO: VEREDAS escritos pelo Autor nos últimos quarenta anos, incluindo o famoso “A EPOPÉIA DE Riobaldo”, considerado hoje um dos poucos títulos essenciais na extensa fortuna crítica do romance de João Guimarães Rosa.
Neste livro de ensaios o Prof. Dacanal revela sua experiência de mais de 40 anos estudando o romance de Guimarães Rosa e de sua elogiada tese de doutorado.
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Um trechinho, porque vale a pena:
“Foi assim que, em quinze dias, trabalhando até altas horas da madrugada, comecei e terminei “A epopéia de Riobaldo”, um ensaio de cerca de 100 páginas sobre Grande Sertão: veredas. O caderno perdeu-se nos tormentosos anos que se seguiram. Pouco importa. Pois ele foi o primeiro passo de um longo, tortuoso e perigoso caminho rumo à sobrevivência, espiritual e física.
Como eu chegara a esta encruzilhada? Por que artes do destino Riobaldo, o jagunço do sertão das Minas Gerais e personagem da ficção de João Guimarães Rosa, se transformara em elemento-chave da vida concreta de um neto de imigrantes peninsulares nascido e crescido em uma roça da região colonial do noroeste do Rio Grande do Sul e educado nos antigos seminários da Igreja romana?
A história que segue, tão inevitavelmente filtrada pela memória quanto firme e fielmente ancorada nos fatos, tenta responder a estas duas perguntas. Porque foi realmente assim que tudo aconteceu.”


